Matérias que investigam os avanços da inteligência artificial, os desafios do diagnóstico médico, os riscos da desinformação e as descobertas científicas estiveram entre as vencedoras do Prêmio AMRIGS de Jornalismo 2026. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS) anunciou os resultados na noite desta quarta-feira, dia 14 de outubro, durante cerimônia no Teatro AMRIGS, em Porto Alegre. O encontro reuniu jornalistas, médicos, representantes da imprensa, autoridades e convidados para celebrar a qualidade da informação e a contribuição da atividade jornalística para a sociedade.
A premiação contemplou cinco categorias: Fotojornalismo, Jornal/Revista, Mídia Online, Rádio e Televisão. As produções selecionadas exploraram assuntos presentes no cotidiano da população, como o uso de novas tecnologias nos hospitais, a confiabilidade dos conteúdos disponíveis na internet, a vacinação, a prevenção de doenças e os limites éticos da inovação. Também trouxeram histórias que aproximam o público da realidade dos serviços e das transformações na assistência médica.
Entre os primeiros colocados, a inteligência artificial esteve presente em três modalidades. Na de Fotojornalismo, o vencedor foi Mauro Schaefer, do Correio do Povo, com uma imagem produzida para matéria sobre a incorporação dessa tecnologia à rotina dos hospitais gaúchos. Em Mídia Online, Fernanda Polo, de Zero Hora, conquistou o primeiro lugar ao abordar os riscos de utilizar ferramentas digitais como confidentes. Já em Televisão, Matheus Passos dos Santos, da TV Gazeta, liderou com uma reportagem sobre sistemas inteligentes que aceleram exames e auxiliam os diagnósticos.
Já em Jornal/Revista, Leon Ferrari, do jornal O Estado de S. Paulo, alcançou a primeira posição com uma investigação sobre pesquisadores que buscam, na biodiversidade da Amazônia, moléculas capazes de contribuir para o combate ao câncer. No Rádio, Jean Costa, da Agência Radioweb, foi premiado com a produção “Quando o clima vira diagnóstico”, que relaciona alterações climáticas e seus reflexos na saúde humana.
O presidente da AMRIGS, Dr. Gerson Junqueira Jr., enalteceu o papel da imprensa na divulgação científica e no esclarecimento das mudanças que chegam aos consultórios e hospitais.
“A tecnologia e a inteligência artificial estão ampliando as possibilidades de diagnóstico e tratamento, mas a sociedade precisa compreender o que esses avanços representam no dia a dia. O jornalismo ajuda a traduzir temas complexos, esclarecer benefícios e limites bem como oferece informações confiáveis para que as pessoas façam escolhas conscientes. Com o Prêmio AMRIGS de Jornalismo, reconhecemos profissionais que cumprem essa missão com ética, rigor e compromisso com a verdade”, ressaltou.
Além do reconhecimento aos profissionais e às produções jornalísticas, o troféu entregue aos vencedores destaca a importância da comunicação. A peça traz a figura de Hermes, personagem da mitologia grega associado à comunicação e à transmissão do conhecimento.
A edição de 2026 integrou as comemorações do Dia do Médico, celebrado em 18 de outubro, e ocorreu em conjunto com o Prêmio AMRIGS de Melhores Práticas na Medicina, que distinguiu projetos nas áreas de assistência, ensino, gestão e inovação. A solenidade também fez parte das celebrações dos 75 anos da Associação, fundada em 1951.
Ao valorizar diferentes linguagens e formatos, o reconhecimento evidencia a contribuição dos jornalistas para um debate que vai além dos ambientes acadêmicos e profissionais. Em meio à rápida circulação de conteúdos e à disseminação de notícias falsas, os trabalhos premiados mostram como a apuração criteriosa pode aproximar a ciência da vida das pessoas.
Vencedores do Prêmio AMRIGS de Jornalismo 2026
Fotojornalismo
1º lugar: Mauro Schaefer, do Correio do Povo, com fotografia na matéria “A rotina de médicos em hospitais gaúchos já conta com a IA como ‘parte da equipe’”.
2º lugar: André Ávila, de Zero Hora, com fotografia na matéria “Levamos o hospital até a pessoa: conheça o programa gaúcho pioneiro que atende em casa pelo SUS”.
3º lugar: Jorge Luis Leão Machado, do Brasil de Fato RS, com fotografia na matéria “Olhar binário, decisão humana”.
Jornal/Revista
1º lugar: Leon Ferrari, do jornal O Estado de S. Paulo, com a matéria “Na Amazônia, cientistas saem à caça de moléculas para combater o câncer”.
2º lugar: Renê Almeida, do Correio do Povo, com a matéria “IA na Medicina amplia debate sobre ética e responsabilidade profissional”.
3º lugar: Paula Vieira Felix Rodrigues, da revista Veja, com a matéria “Precisão cirúrgica”. Representada por Iliodete Trombetta.
Mídia Online
1º lugar: Fernanda Polo, de Zero Hora, com a matéria “Especialistas alertam para riscos no uso da IA como confidente”.
2º lugar: Victória Ribeiro Carvalho, do jornal O Estado de S. Paulo, com a matéria “Avós, indígenas e monges: como perfis de IA são usados para vender ‘curas’ sem comprovação nas redes”. Representada por Iliodete Trombetta.
3º lugar: Airton Lemos, de GZH, com a matéria “Estudo inédito em Porto Alegre avalia eficácia de vacina contra a dengue em idosos”.
Rádio
1º lugar: Jean Costa, da Agência Radioweb, com a matéria “Quando o clima vira diagnóstico”.
2º lugar: Kathlyn Moreira, da Rádio Gaúcha, com a matéria “Hospitais de Porto Alegre testam IA para acelerar diagnósticos e prever risco de câncer”.
3º lugar: Rodrigo Davila, da Rádio Comunitária FM, com a matéria “Evolução e responsabilidades: como a Medicina utiliza tecnologia sem esquecer fator humano”. Representado por Adriano Dal Chiavon.
Televisão
1º lugar: Matheus Passos dos Santos, da TV Gazeta, com a matéria “Sistemas inteligentes aceleram exames e ajudam nos diagnósticos”. Representado por Iliodete Trombetta.
2º lugar: André Lux, da Rede Globo, com a matéria “Tecnologia abre novas possibilidades de recuperação e prevenção de lesões”.
3º lugar: Paula Tavares Fernandes, do SBT Brasil, com a matéria “Brasil investe 122 milhões de reais em tratamento de doença”.
Para mais informações sobre o Prêmio AMRIGS de Jornalismo e as atividades da entidade, acesse https://www.amrigs.org.br/.
Redação: Marcelo Matusiak