11/02/2026

Bebidas alcoólicas exigem atenção redobrada no verão por seus impactos na saúde do coração

SOCERGS alerta para riscos cardiovasculares do consumo de álcool e reforça que não existe dose totalmente isenta de perigo

O consumo de bebidas alcoólicas, do uso ocasional ao excesso, pode trazer consequências importantes para a saúde do coração, especialmente durante o verão, quando o calor potencializa riscos como desidratação e sobrecarga cardiovascular. O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS).
 
Com a chegada do Carnaval, período marcado por altas temperaturas, longas horas de festa e maior consumo de bebidas alcoólicas, a atenção deve ser redobrada. A combinação entre calor intenso, desidratação e ingestão excessiva de álcool pode sobrecarregar o sistema cardiovascular e aumentar significativamente o risco de eventos como arritmias e elevações da pressão arterial, especialmente em pessoas com fatores de risco ou doenças cardíacas já diagnosticadas.
 
Estudos recentes e revisões científicas associam o consumo elevado de álcool ao aumento da pressão arterial, maior incidência de arritmias (com destaque para a fibrilação atrial), cardiomiopatia alcoólica e elevação do risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC). As evidências também apontam que não existe uma dose de álcool completamente “segura” para a saúde cardiovascular, contrariando mitos ainda difundidos sobre possíveis benefícios do consumo.
 
Segundo o presidente da SOCERGS, Dr. André Luis Câmara Galvão, os cuidados devem ser reforçados nos períodos de maior exposição ao calor e de mudança de rotina.
 
“O álcool tem efeito direto sobre o sistema cardiovascular, podendo acelerar os batimentos cardíacos, alterar o ritmo do coração e aumentar a pressão arterial. Em períodos de calor, esses efeitos se somam à desidratação, ampliando o risco, especialmente em pessoas com fatores de risco ou doenças cardíacas já estabelecidas”, destaca.
 
Outro ponto importante é a falsa percepção de que bebidas alcoólicas ajudam na hidratação. Na prática, ocorre o oposto: o álcool tem efeito diurético, aumentando a perda de líquidos e favorecendo a desidratação. A orientação dos especialistas é priorizar água e, quando necessário, reposição de eletrólitos, mantendo moderação ou abstinência de álcool conforme o perfil de cada pessoa e sempre com orientação médica.
 
Em casos de suspeita de doença ou de algum risco à saúde, é fundamental procurar um médico cardiologista. 
 
Redação: Marcelo Matusiak
 

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